Fim de semana: Orkut

23 de maio de 2009

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Para quem ainda não conhece essa comunidade é de onde saem muitas das idéias postadas aqui no Blog Magistral, um pessoal muito bom que está sempre disposto a ajudar e discutir sobre diversos assuntos e dúvidas que fazem parte da rotina de uma Farmácia de Manipulação.

Se você acha orkut algo inútil, reveja seus conceitos e aproveite o fim de semana para se cadastrar no orkut e visitar essa comunidade, com certeza você fará bons amigos e encontrará o que precisa por lá, 7.254 pessoas que trabalham com Manipulação já estão por lá seja mais um a dar a sua contribuição.

Abraços Magistrais!
Equipe Blog Magistral

Fim de Semana: Diminuindo o Stress

16 de maio de 2009

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Hehehe! Todo mundo tem seu dia de cão!
É só cada profissional fazer sua parte que os conceitos (e os preconceitos) mudam!

Abraços Magistrais!
Equipe Blog Magistral

4meses + 10000 Visitas!

13 de maio de 2009

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O nosso Blog Magistral completa apenas 4 meses e já temos mais de 10.000 visitas!!!
O nosso contador conta apenas as visitas reais e não páginas que nossos visitantes clicam que já passaram de 40.000!!!
Agradecemos a todos que estiveram aqui e gostam do Blog Magistral mesmo que num ritmo mais lento estamos trazendo sempre algo para melhorar a nossa rotina na farmácia!
Continuem nos visitando pois é sempre bom ter vocês por aqui!

Abraços Magistrais!
Equipe Blog Magistral

Manipulação da Hidroquinona em formas semi-sólidas

11 de maio de 2009

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A hidroquinona (1,4-benzenodiol) é um agente despigmentante da pele. É utilizada topicamente no tratamento de despigmentação de manchas dermatológicas como melasmas, sardas, lentigos senis, hiperpigmentação pós-inflamatória, dermatite de berloque (causada por determinados tipos de perfumes). A hidroquinona atua como um substrato da tirosinase, competindo com a tirosina e inibindo a formação de melanina. A hidroquinona é um dos despigmentantes mais utilizados na terapêutica dermatológica veiculada como monodroga ou em associação com outros ativos (ex. ac. retinóico, ác. Glicólico, corticóides etc) nas mais diversas formas farmacêuticas de uso tópico tais como loções, cremes e géis. A concentração usual de hidroquinona varia de 2 a 10%. De modo geral para produtos que se destinam a aplicação facial a concentração normalmente utilizada varia de 2 a 5% e para aplicação no tronco e extremidade de 6 a 10%. Ocasionalmente a hidroquinona pode provocar irritação da pele, com eritema ou até erupções, ocasião que o tratamento deve ser interrompido. Não deve ser utilizada próxima aos olhos, em lesões cutâneas, queimaduras solares, em crianças menores, gestantes, durante o período de lactação e na pele irritada ou com queimadura solar.

A hidroquinona se apresenta na forma de cristais aciculares (em forma de agulha), incolor ou branco de sabor adocicado e que se escure por exposição ao ar e a luz. Deve ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados e protegidos da luz (ex. pote de vidro âmbar). A hidroquinona se oxida com muita facilidade e é fotossensível.

A hidroquinona é solúvel em 17 partes de água, 4 partes de álcool, 16 partes de éter, 51 partes de clorofórmio e em1 parte de glicerina. Apresenta o ponto de fusão entre 172 e 174º C. .A hidroquinona é incompatível com álcalis (bases e meios alcalinos), sais férricos e agentes oxidantes. Em concentrações superiores a 3% a hidroquinona deve ser veiculada em emulsões aniônica. Portanto, em se tratando de formas emulsionadas tais como creme ou loções cremosas, as bases aniônicas tal como o creme lanette, sendo incompatíveis com bases não-iônicas. A hidroquinona é compatível com géis aniônicos (ex. carbopol) e não-iônicos (ex. hidroxietilcelulose, hidroxipropilcelulose). A estabilidade da hidroquinona em meio aquoso é sensível à presença de íons metálicos, concentração de oxigênio e ao pH do meio.

A velocidade de oxidação da hidroquinona aumenta em pHs mais altos. A hidroquinona apresenta maior estabilidade em meio ácido, na faixa de 4,5 a 5,0.

Preparações com hidroquinona são susceptíveis à oxidação, daí a importância de se usar antioxidantes para evitar o escurecimento da formulação decorrente da oxidação da hidroquinona. Antioxidantes para sistemas aquosos tais como o bissulfito de sódio, metabissulfito de sódio, ditionito de sódio ou combinações destes com antioxidantes para sistemas oleosos tais como bissulfito de sódio + BHT, metabissulfito + BHT, vitamina C + vitamina E são normalmente utilizados em preparações contendo hidroquinona. O uso de agentes sequestrantes tal como o EDTA-Na2 é também recomendado para a quelação eventual de íons metálicos contaminantes presentes na formulação que poderiam favorecer cataliticamente a oxidação da hidroquinona. Abaixo relacionamos as concentrações usuais e antioxidantes mais utilizados:

Sugestão de sistemas antioxidantes para formulações com hidroquinona e associações mais comuns.

Hidroquinona
1)Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + EDTA-Na2 0,1%
2)Bissulfito de sódio 0,2 – 0,3% + BHT 0,1% + vitamina C pó 1,6%
3) Ditionito de sódio 0,6%
4)Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + vit. C 1,6% + EDTA-Na2 0,1%

Hidroquinona + ácido retinóico
1)Bissulfito de sódio 0,2 – 0,3% + BHT 0,1% + vitamina C pó 1,7%
2) Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + BHT 0,1% + EDTA-Na2
3) Metabissulfito de sódio (10% em relação a quantidade de hidroquinona) + Vitamina E (oleosa) 0,05%
4) ditionito de sódio 0,6% + BHT 0,05 – 0,1%

Hidroquinona + ácido glicólico
1) vitamina C 1,7% + vitamina E 1% + EDTA-Na2 0,1%
2)ditionito de sódio 0,6%

A aditivação de hidroquinona em bases semi-sólidas pode ser realizada com a sua trituração prévia com qs de propileno glicol, glicerina ou com dipropileno glicol até a obtençào de uma pasta fina com a incorporação subsequente.

Os agentes antioxidante poderiam ser levidos juntos com a hidroquinona ou solubilizados a parte em qs dos solventes compatíveis . O metabissulfito de sódio , o bissulfito de sódio, ditionito de sódio o EDTA-Na2 e a vitamina C podem ser solubilizados em qs de água; o BHT em qs de álcool e a vitamina E oleosa incorporada diretamente.

Preparações contendo hidroquinona devem preferencialmente serem acondicionadas em bisnaga de alumínio revestidas. Embalagens de plástico são normalmente permeáveis ao ar e potes de boca larga expõe indevidamente a preparação as condições atmosféricas e ao contato das mãos do usuário ao restante do produto com consequente favorecimento da degradação química e microbiológica da preparação. É recomendável conservar as formulações magistrais com hidroquinona sob refrigeração e adotar um prazo de validade não superior a 3 meses.

Fonte: PharmaPress

Referências: García, Ma T.C.; Rubio, L.R.; Aliaga, J.L.V. Monografías Farmacéuticas. Colegio Oficial de Farmacéuticos de La Provincia de Alicante, 1998. p.542-543. Ferreira, A.O. e colbs. Guia Prático da Farmácia Magistral. 2a edição. Juiz d eFora: editado pelo autor, 2002. Souza, V.M. Ativos Dermatológicos. Vol.1. São Paulo: Tecnopress, 2003. p.57. Clavijo, Ma. J. L.; Comes, V.B. Formulário Básico de Medicamentos Magistrales. Valencia: Distribuiciones El Cid, 2001.
Connors, K.ª; Amidon, G.L.; Stella, V.J. Chemical Stability of Pharmaceuticals. 2nd edition. New York: John Wiley & Sons, 1986.

Fatores que Influenciam na Estabilidade dos Produtos Cosméticos

5 de maio de 2009

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Dentre os fatores responsáveis pela decomposição dos produtos cosméticos, temos dois tipos, descritos a seguir:

1) EXTRÍNSECOS: Referem-se a fatores externos à formulação, as quais são expostas.

a) Tempo: O avanço do tempo ocasiona reações de decomposição ou envelhecimento na formulação, com alterações das características físicas, físico-químicas, químicas, microbiológicas e toxicológicas das formulações.

b) Temperatura: O aumento da temperatura, em geral, provoca um aceleramento nas reações de decomposição das substâncias presentes na formulação. Este problema pode ser ocasionado pelo processo de fabricação ou armazenamento inadequado do produto. Podemos citar como exemplo, as enzimas que são sensíveis a temperaturas elevadas.

c) Luz: A luz ultra-violeta é uma radiação de alta energia que origina a formação de radicais livres, juntamente com o oxigênio, desencadeando reações de oxido-redução. As formulações sensíveis à ação da luz devem ser acondicionadas ao abrigo da luz, em frascos opacos ou escuros. Devem ter substâncias antioxidantes em sua formulação, a fim de retardar o processo oxidativo. Temos como exemplo de substâncias sensíveis à luz: vitamina C e E, hidroquinona e corantes.

d) Oxigênio: Origina reações de oxido-redução com a formação de radicais livres. Estas reações são aceleradas pela luz, calor e metais pesados, como ferro e chumbo. Como exemplo de substâncias sensíveis a oxidação, temos: retinol, vitamina C e E e os óleos vegetais.

e) Umidade: Este fator extrínseco afeta principalmente as formas cosméticas sólidas, como talco, sabonete em pastilha, sombra, sais de banho, dentre outras. Ocorre alteração do aspecto físico do produto, que ficam amolecidos ou pegajosos. Outro problema da umidade envolve a contaminação microbiana.

f) Material de acondicionamento: Temos inúmeros materiais utilizados para os produtos cosméticos, como vidro, metais e o plástico (mais comumente utilizado). Considerando-se o vidro, temos vários tipos com custo diferenciado. Alguns tipos podem ceder álcalis às formulações, alterando sais de alumínio e cobre, por exemplo. O acondicionamento com material metálico necessariamente deve ter a proteção de uma resina interna, a fim de evitar a liberação de metais que poderiam catalisar reações de oxidação. O plástico é o tipo de material mais utilizado em produtos cosméticos. Pode ceder componentes de sua formulação, como corantes e monômeros adsorver elementos da formulação. Podemos ter alteração na flexibilidade do material, vazamento, ruptura, delaminamento e falta de resistência à impressão.

g) Microrganismos: Os produtos cosméticos mais problemáticos são os que apresentam água em sua composição, como as emulsões, géis, suspensões e soluções. A conservação das formulações, complementando as Boas Práticas de Fabricação adotadas na elaboração do produto, se faz necessária com sistemas conservantes adequados e validados (Teste de eficácia do conservante).
Devemos também cuidar da limpeza do material de acondicionamento, que pode ser fonte de contaminação do produto.

h) Vibração: A vibração que ocorre com o produto durante o transporte pode afetar a estabilidade das formulações, ocorrendo: separação de fases (emulsão), diminuição da viscosidade de géis e compactação de suspensões, por exemplo. Um fator agravante do efeito da vibração é a temperatura elevada que pode estar presente durante o transporte do produto.

2) INTRÍNSECOS: São fatores relacionados à própria natureza das formulações e sobretudo à interação de seus constituintes, componentes ativos, componentes da formulação e material de acondicionamento. Geram incompatibilidades, que podem ser Físicas, onde temos alterações do aspecto que é visualizado e para o consumidor é o único tipo de alteração perceptível e a Química, que ocorre por interação entre componentes e/ou material de acondicionamento, ocasionando alteração na ação do princípio ativo e efeitos tóxicos.

a) Incompatibilidade Física: Temos alteração no aspecto físico da formulação e às vezes da concentração dos componentes ativos. Temos dois tipos comuns nas formulações cosméticas.

a1) Solução incompleta: Origina o aparecimento de uma mistura não homogênea, podendo ocorrer pela imiscibilidade ou insolubilidade das substâncias. Exemplos: gomas (xantana, arábica), são insolúveis em álcool; resinas ou bálsamos (Tolu, Peru) são insolúveis em água.

a2) Precipitação: Ocorre pela adição de um solvente no qual a substância é insolúvel. Exemplos: mucilagem e albumina em água precipitam com a adição de álcool.

b) Incompatibilidade Química

b1) pH: Devemos considerar vários aspectos, como o pH de maior estabilidade do componente ativo, pH de compatibilidade entre os princípios ativos e também com a forma cosmética e o pH da formulação que deverá ser compatível com o pH da pele (4,5 a 6,5), a fim de se evitar reações de irritação. Temos que considerar que alguns princípios ativos apresentam ações diferenciadas na pele, considerando o valor de pH. Como exemplo, temos o ácido glicólico no intervalo de pH entre 3,0 e 4,0 atua como esfoliante da pele e em pH 6,0 atuaria apenas como hidratante.
b2) Reações de óxido-redução: Ocorre a oxidação de substâncias com alterações da atividade das substâncias ativas, odor, cor e características físicas das formulações. Citamos como substâncias sensíveis: óleos vegetais, essências, algumas vitaminas, dentre outras.

b3) Reações de hidrólise: Ocorre pela ação da água, sendo sensíveis substâncias com funções éster e amidas, como a uréia. Quanto maior o teor de água da formulação, maior a chance de ocorrer este tipo de reação.

b4) Interação entre componentes da fórmula: Temos alguns exemplos: Parabenos (metil e propilparabeno) com polissorbatos e polietilenoglicóis; Tensoativos aniônicos com catiônicos

b5) Interação entre componentes da formulação e o material de acondicionamento: Formulações ricas em óleos migram para o material de acondicionamento plástico (polietileno alta densidade).

ESTABILIZANTES

1) CONCEITO: Elevam a estabilidade (física, química, microbiológica e toxicológica) da formulação aumentando o tempo de utilização do produto cosmético (prazo de validade).

2) TIPOS:

a) Físicos: São substâncias que visam manter as características físicas da formulação, como aspecto (elevam a consistência e viscosidade), cor, odor e sabor. Como exemplos podemos utilizar: derivados de celulose; gomas; alginatos; polímeros; polióis e emulsificantes.

b) Químicos: Empregam-se substâncias que impedem ou retardam alterações químicas e microbiológicas. Como exemplos temos:

b1) Estabilizantes do pH: Podemos empregar substâncias ácidas (ácido cítrico, clorídrico, tartárico), básicas (hidróxido de sódio, potássio e trietanolamina) ou tampões (ácido cítrico/citrato) que adequam o valor de pH das formulações, visando: facilitar a dissolução de substâncias ativas, evitar reações de decomposição e/ou inativação das mesmas, evitar o crescimento de microrganismos e compatibilizar o pH da formulação com o pH fisiológico.

b2) Antioxidantes: Podem atuar por dois mecanismos de ação:
- Corretivo: removendo os radicais livres que se formam por ação do oxigênio, luz, calor e metais pesados sobre o substrato e interrompendo a reação de oxidação. Como exemplos temos: ésteres do ácido ascórbico, tocoferóis, sulfitos e metabissulfitos, butilidroxi e toluol (BHT).
- Preventivo: removendo metais pesados presentes na preparação, que são considerados fatores desencadeantes dos processos de oxidação. Como exemplos temos: ácido etilenodiaminotetracético e seus sais (EDTA) e ácidos cítrico.
Normalmente nas formulações cosméticas associam-se antioxidantes de ação corretiva e preventiva visando o sinergismo da ação antioxidante.

b3) Conservantes: “São substâncias germicidas ou germistáticas que evitam alterações dos cosméticos, provenientes da proliferação ou contaminação de microrganismos. Podem atuar contra bactérias, fungos e leveduras. Na formulação cosmética, várias substâncias desempenham ação conservante, dentre elas:
- Ácidos e bases: Servem para corrigir o valor de pH. Este deve ser compatível não só com a estabilidade da formulação e da pele, como também das substâncias químicas empregadas como conservantes;
- Solventes orgânicos: Alguns solventes desempenham ação contra os microrganismos da formulação, como álcool etílico e glicerina.
- Substâncias químicas: Inúmeras substâncias químicas atuam contra os microrganismos com ação biocida ou biostática. Dentre estas, podemos citar: parabenos, imidazolidiniluréia, fenoxietanol e formol. O uso destas substâncias deve estar de acordo com a legilação do país, não devem interferir na formulação (compatível com seus componentes e material de acondicionamento) e não devem causar reações indesejáveis ao consumidor.

Normalmente na formulação cosmética se busca um sinergismo na ação conservante, por isso é comum a associação de vários tipos de substâncias com ação conservante. O sistema conservante ideal deve ser validado com o Teste de Eficácia de Conservante.

Fonte: Assossiação Brasileira de Cosmetologia - Guideline - Estudo da Estabilidade de Produtos Cosméticos
 

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