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Requisitos de um Sistema de Gestão da Qualidade conforme a NBR ISO 9001

4 de janeiro de 2010

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Esta Norma promove a adoção de uma abordagem de processo para o desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia de um sistema de gestão da qualidade, para aumentar a satisfação do cliente pelo atendimento aos requisitos do cliente.

Para uma organização funcionar de maneira eficaz, ela tem que identificar e gerenciar diversas atividades interligadas. Uma atividade que usa recursos e que é gerenciada de forma a possibilitar a transformação de entradas em saídas, pode ser considerada um processo. Freqüentemente a saída de um processo é a entrada para o processo seguinte.

A aplicação de um sistema de processos em uma organização, junto com a identificação, interações desses processos, e sua gestão, pode ser considerada como “abordagem de processo”.

Uma vantagem da abordagem de processo é o controle contínuo que ela permite sobre a ligação entre os processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sua combinação e interação.

Quando usada em um sistema de gestão da qualidade, esta abordagem enfatiza a importância de:

a) entendimento e atendimento dos requisitos,
b) necessidade de considerar os processos em termos de valor agregado,
c) obtenção de resultados de desempenho e eficácia de processo, e:
d) melhoria contínua de processos baseada em medições objetivas.

Manipulação de Cápsulas contendo Fármacos Higroscópicos

9 de novembro de 2009

18 comentários


A manipulação de cápsulas contendo fármacos de natureza higroscópica que absorvem a umidade ambiental) é crítica, podendo levar a um “amolecimento” das cápsulas, tornando-as esteticamente inaceitáveis e, além disso, comprometer a estabilidade e eficácia da preparação.

Abaixo relacionamos algumas medidas preventivas e corretivas para higroscopia:

A) A manipulação deve ser realizada em ambiente de temperatura e umidade controladas: temperatura ambiente de no máximo 25°C e a umidade relativa do ar ideal entre 30 a 45 %, ou, no máximo, inferior a 60%.

B) Deve-se empregar um tamanho de cápsula que permita a adição de, pelo menos, 50% do volume da cápsula para seu preenchimento. A não utilização de uma quantidade adequada do excipiente adequado permitirá a higroscopia e o consequente “amolecimento” da cápsula. Portanto, empregue um tamanho de cápsula maior, que permita a adição de quantidade adequada de excipiente. Se não for possível, devido à quantidade de ativos, fracione a dosagem em duas ou mais cápsulas, de modo que possa adicionar quantidade suficiente do excipiente.

C) Deve-se utilizar nos excipientes substâncias absorventes e dessecantes, que possam reduzir a tendência à higroscopia dos pós (ex.Aerosil 200, talco farmacêutico, carbonato de magnésio leve, óxido de magnésio leve, talco, fosfato de cálcio dibásico, etc.). Lembrando-se que os mesmos influenciam negativamente na desintegração e dissolução das cápsulas e, portanto, devem ser utilizados em concentrações compatíveis.

Fonte: Ortofarma, por Anderson de Oliveira Ferreira, MSc.

Referência: Ferreira, A.O. et al. Guia Prático da Farmácia Magistral. 2a edição. Juiz de Fora: Pharmabook, 2001.

Formulações de Excipientes para Utilização em Matérias Primas Higroscópicas

Relacionamos abaixo algumas sugestões de fórmulas de excipientes para serem utilizados em matérias primas higroscópicas de acordo com o grau de higroscopicidade, utilize as que mais se adequarem às particularidades de sua farmácia de manipulação.

Matérias Primas de Alta Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 10%
Caolin – 90%

Fórmula 02
Carbonato de Magnésio – 90%
Aerosil 200® – 10%

Fórmula 03
Aerosil 200® – 10%
Óxido de Magnésio – 90%

Matérias Primas de Média Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 3%
Talco Farmacêutico – 97%

Fórmula 02
Aerosil 200® – 3%
Talco Farmacêutico – 48,5%
Celulose Micronizada – 48,5%

Fórmula 03
Aerosil 200® – 1%
Estearato de Magnésio – 0,5%
Fosfato de Cálcio Tribásico – 60%
Celulose Micronizada – 38,5%

Fórmula 04
Aerosil 200® – 3%
Manitol – 72,75%
Celulose Micronizada – 24,25%

Matérias Primas de Baixa Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 5%
Estearato de Magnésio – 1%
Fosfato de Cálcio Tribásico – 94%

Obs.: Aerosil 200® também possui alguns sinônimos comerciais como Dióxido de Silício Coloidal, Sílica Coloidal Anidra, Aerosil® ou Cab-O-Sil®

Obs. 2: Para medir a higroscopicidade de uma matéria prima faça um teste simples: Tare um papel-filtro (daqueles redondos utilizados em laboratórios de química analítica para filtragem simples) e pese 1g da matéria prima a ser analisada. Deixe por 10 minutos e retire, quanto mais ativo impregnar no papel filtro mais higroscópica é a matéria prima. Por exemplo se 0,7g continuar no papel a matéria prima é 70% higroscópica (alta higroscopicidade). Lembre-se que estes testes dependem das condições de temperatura e umidade do seu Laboratório de Controle de Qualidade.

Planilha da Hora Marcada - Modelo 2

2 de junho de 2009

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(Planilha e Procedimento gentilmente cedidos por Anivaldo via e-mail)


Como cada farmácia de manipulação tem as suas particularidades, estamos divulgando um segundo modelo de planilha para agendamento de fórmulas na área de vendas, esperamos que alguma delas seja útil para facilitar o agendamento dos prazos de entrega das receitas da sua farmácia.

Caso não tenha visto o primeiro modelo da Planilha Hora Marcada clique aqui!

Descrição:
- Os horarios de entrega estão divididos em 30 em 30 minutos.
- O horario de entregas pelo motoboy estão em vermelho na tabela, assim quando ocorrer o agendamento o atendente saberá se a entrega será feita de manhã ou a tarde, de acordo com o horario em que a formulação ficará pronta.
- O agendamento é realizado de acordo com o laboratório utilizado para manipulação da fórmula.A quantidade de quadrados são de acordo com a capacidade produtiva do laboratório, e representa uma fórmula a ser manipulada.
- Caso o cliente desejar dois frascos/potes do mesmo medicamento deve-se preencher apenas um quadrado.O tempo minimo de manipulação é de 90 minutos na tabela em questão.
- A mudança da capacidade produtiva depende do numero de manipuladores no horario.
- A capacidade produtiva muda principalmente devido o horario de almoço dos manipuladores.
- O agendamento começa as 08:30h devido o tempo gasto no inicio do expediente para limpeza dos laboratórios.


Exemplo de utilização da tabela de agendamento de fórmulas:
1) Cliente chega às 08:30h e encomenda um medicamento em forma de capsulas, segundo o tempo minimo de 90 minutos o agendamento é feito para 10:00h.
2) Mesmo exemplo anterior, mas o cliente faz o pedido as 13:45h. Nesse caso recomendo que arredonde o horario sempre para mais, então 14:00h + 90 minutos, agendamos para 15:30h.
3) Caso o cliente peça medicamentos que utilizem laboratorios diferentes, agenda-se os horarios de entrega de acordo com a disponibilidade dos laboratorios, e comunica para o cliente o horario da formula que ficará pronta por ultimo. Exemplo: Fez uma encomenda de capsula e creme. O creme fica pronto as 15:00h mas a capsula somente as 17:00h, então informo o cliente o horario de 17:00h para receber os dois medicamentos, mesmo que eu marque no agendamento horarios diferentes, informo ao cliente o horario que a ultima formula ficará pronta.
4) Se o cliente chega às 17:30h, agendamos para o dia seguinte às 09:0h. Lembre-se que a tabela de agendamento inicia às 08:30h.

Obs: Esta é apenas uma sugestão, o Blog Magistral e sua equipe se declaram isentos de quaisquer lucros ou prejuízos obtidos pelas empresas que utilizarem as informações aqui divulgadas.

Planilha da Hora Marcada

2 de abril de 2009

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Todos que trabalham em Farmácia de Manipulação sabem das dificuldades na hora de marcar um horário para entrega de receitas, sempre existem os clientes impacientes que querem o medicamento o mais rápido possível e quase sempre as Promotoras de Vendas acabam cedendo aos caprichos dos clientes.

No fim quem acaba por pagar o preço é o Laboratório que acaba tendo que manipular o medicamento às pressas, o que não condiz com a rotina de um Laboratório de Manipulação de Fármacos, onde manipular um medicamento não é o mesmo que fazer um sanduíche, uma grande responsabilidade técnica sobre a vidas de pessoas está envolvida no processo.

Com este raciocínio o Blog Magistral preparou exclusivamente esta planilha para ser usada em um treinamento simples e rápido com as Promotoras de Vendas, Entregadores e Gerentes de Vendas, que se chama a Planilha da Hora Marcada!

Com esta planilha cada Promotora de Venda tem a responsabilidade de, ao terminar o atendimento ao seu cliente, marcar na planilha o horário e a quantidade de fórmulas que serão manipuladas no laboratório. Este procedimento deve ser constantemente observado pelo Gerente de Vendas.

A planilha deve ser impressa todos os dias (ou ter fotocópias da mesma), deve ser verificada sempre que existirem dúvidas sobre quais horários estão disponíveis e os horários em negrito devem ser estabelecidos como horários fixos de entrega de medicamentos, onde o entregador deve se organizar para pegar todos os medicamentos e calcular a rota que irá lhe proporcionar maior agilidade de entrega.

Marcar receitas sem observar a Planilha da Hora Marcada poderá acarretar em punições às Promotoras de Vendas como a perda do percentual da comissão da receita não marcada na planilha, isso fará com que elas obrigatoriamente criem o hábito de marcar o horário sempre.

A quantidade de receitas a ser marcada por horário dependerá da capacidade do laboratório da sua farmácia a planilha poderá ser modificada e ajustada de acordo com as necessidades da sua farmácia, como foi dito no início este treinamento é apenas uma sugestão.

Este treinamento já foi realizado com sucesso em farmácias de manipulação de porte pequeno e médio e esperamos que ajude na sua.

Abraços Magistrais!
Equipe Blog Magistral

Obs: Esta é apenas uma sugestão, o Blog Magistral e sua equipe se declaram isentos de quaisquer lucros ou prejuízos obtidos pelas empresas que utilizarem as informações aqui divulgadas.

32 Sugestões para Procedimentos Operacionais Padrão

2 de março de 2009

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CONTEÚDO:

- Aditivação
- Alcoometria
- Aquisição e Qualificação de Fornecedores
- Atendimento de Reclamação de Cliente
- Avaliação e Interpretação do Conteúdo de Certificados de Análises
- Controle da Temperatura e Umidade
- Controle de Embalagens
- Densidade Aparente de Pós
- Determinação da Densidade em Líquidos
- Determinação do Peso Médio em Cápsulas Duras
- Determinação do pH
- Determinação do Prazo de Validade para Preparações Não Estéreis
- Encapsulação
- Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
- Lavagem de Vidrarias
- Limpeza e Sanitização da Caixa d'Água
- Manipulação de Emulsões
- Manipulação de Géis
- Manipulação de Hormônios, Agentes Citostáticos e Antibióticos
- Manipulação de Pastas
- Manipulação de Pomadas
- Manipulação de Xaropes
- Manutenção e Limpeza do Deionizador
- Manutenção Preventiva de Equipamentos
- Operação do Agitador Magnético
- Operação, Manutenção e Limpeza do Destilador
- Orientação a pacientes com Prescrição Magistral
- Prevenção da Contaminação Cruzada
- Reclamação e Medidas Corretivas
- Solubilidade
- Tamisação
- Tamises - Uso, Limpeza e Manutenção

Cartazes e Manual - Como Lavar as Mãos

20 de fevereiro de 2009

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(Manual gentilmente cedido por Sérgio Matthies da comunidade Farmácia de Manipulação no orkut)

CONTEÚDO:

- Cartaz de Higienização Simples das Mãos

- Cartaz de Higienização das Mãos com preparações alcoólicas (Gel ou Solução a 70% com 1-3% de Glicerina)

- Cartaz de Esquematização de Higienização Simples das Mãos

- Manual Como Lavar as Mãos

APRESENTAÇÃO

INTRODUÇÃO

OBJETIVOS

MICROBIOLOGIA DA PELE

TÉCNICAS PARA LAVAR AS MÃOS
1- Técnicas e indicações
a) Lavagem básica das mãos
b) Lavagem e anti-sepsia das mãos
b.1- Pré-procedimentos cirúrgicos
b.2- Outros procedimentos de risco
c) Anti-sepsia direta das mãos, sem lavagem prévia com água e sabão

2- Materiais e equipamentos necessários
Água
Pias
Dispensadores de sabão líquido e anti-sépticos
Porta-papel-toalha (suporte) e papel-toalha

3- Produtos químicos indicados
Germicidas
Sabões

Manual de Boas Práticas de Manipulação

11 de fevereiro de 2009

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Este manual pode servir como base para a construção do Manual de Boas Práticas de Manipulação da sua farmácia, o manual descreve as diretrizes da farmácia quanto às Boas Práticas de Manipulação e inclui os programas de procedimentos internos para os processos da empresa como o programa de treinamento de funcionários, o programa de manutenção preventiva de equipamentos, o programa de desratização e desinsetização (controle de pragas urbanas), o programa de garantia da qualidade e o programa de gerenciamento dos resíduos dos serviços de saúde (PGRSS).

CONTEÚDO:

I – OBJETIVO

II – ORGANIZAÇÃO E PESSOAL

III- PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO – POPs

IV – INFRAESTRUTURA FÍSICA

V – EQUIPAMENTOS/MOBILIÁRIOS E UTENSÍLIOS

VI - CONTROLE DO PROCESSO DE MANIPULAÇÃO

VII - GARANTIA DE QUALIDADE

ANEXO I- PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (PGRSS)

Roteiro p/ Realização de Testes de Controle de Qualidade

22 de janeiro de 2009

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O seguinte roteiro visa descrever as seguintes análises mínimas que podem ser realizadas em um laboratório simples de Controle de Qualidade:

• Características Organolépticas;
• Solubilidade;
• pH;
• Densidade relativa (líquidos);
• Densidade compactada (sólidos);
• Ponto ou Faixa de Fusão.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (SÓLIDOS)

1- Com o exaustor de pós em funcionamento e com o auxílio de uma espátula, retira-se uma pequena quantidade (aproximadamente 0,1 g) da MP a ser analisada.
2- A MP é espalhada uniformemente sobre um pedaço de papel branco e sem porosidade para que os seguintes aspectos sejam analisados:
• Aspecto físico: É observada a aparência da amostra. O pó pode ser amorfo ou cristalino.
• Cor: A observação da cor da amostra deve ser realizada em local bem iluminado.
• Odor: Pode ser classificado como odor característico ou inodoro.
• Sabor: Só é realizado quando é indicado na monografia farmacopéica. Degusta-se uma pequena porção da substância a ser analisada.
3- As observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP”, a quantidade de amostra que restou é devolvida e procede-se com os demais testes de qualidade.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (LÍQUIDOS)

1- Transfere-se cerca de 2 mL da amostra para um tubo de ensaio limpo e seco.
2- Os seguintes aspectos são observados:
• Aspecto físico: Deve-se observar a presença ou não de resíduos, o grau de turvação e a separação de fases.
• Cor: Observar transversalmente contra um fundo branco.
• Odor: Deve ser realizado somente quando solicitado na monografia farmacopéica. O odor das essências deve ser analisado utilizando uma fita de papel de filtro embebida com o produto. Espera-se secar levemente e logo em seguida, cheira-se a fita, comparando com o seu aroma padrão. É importante não realizar o teste de várias essências ao mesmo tempo devido à possibilidade de mistura de odores, dificultando uma perfeita identificação.
• Sabor: Só é realizado quando é indicado na monografia farmacopéica. Degusta-se uma pequena porção da substância a ser analisada.
3- As observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP”, a quantidade de amostra que restou é devolvida e procede-se com os demais testes de qualidade.

SOLUBILIDADE

1- Com o exaustor de pós em funcionamento e com o auxílio de uma espátula, pesa-se 0,1 g de amostra em um papel de pesagem tarado.
2- A amostra pesada é transferida do papel para um tubo de ensaio previamente identificado com o nome da MP e do solvente a ser utilizado.
3- Na capela de exaustão de gazes, adiciona-se 0,1 mL do solvente para a análise. Se o solvente dissolver totalmente a amostra, a substância é considerada muito solúvel neste solvente.
4- Se a amostra não dissolver, acrescentar mais 0,9 mL do solvente para a análise. Se ocorrer dissolução total da amostra, a substância é considerada
facilmente solúvel neste solvente.
5- Se a amostra não dissolver, acrescentar mais 2 mL do solvente para a análise. Se ocorrer dissolução total da amostra, a substância é considerada
solúvel neste solvente.
6- Se a amostra não dissolver, acrescentar mais 7 mL do solvente para a análise. Se ocorrer dissolução total da amostra, a substância é considerada
ligeiramente solúvel neste solvente.
7- Se ainda assim a amostra não for dissolvida, reserva-se o tubo de ensaio onde estava sendo realizada a análise, tara-se um papel de pesagem e, com o auxílio de uma espátula, pesa-se 0,01 g de amostra.
8- A amostra pesada é transferida do papel para um tubo de ensaio previamente identificado com o nome da MP e do solvente a ser utilizado.
9- Na capela de exaustão de gazes, adiciona-se 10 mL do solvente para a análise. Se o solvente dissolver totalmente a amostra, a substância é considerada
pouco solúvel neste solvente.
10- Se a amostra não dissolver, transferir o conteúdo do tubo de ensaio para um copo de Béquer de 250 mL e acrescentar mais 90 mL do solvente a ser testado. Se ocorrer a dissolução total da amostra, a substância é considerada
muito pouco solúvel neste solvente.
11- Se o solvente não dissolver totalmente a amostra, a substância é considerada
insolúvel neste solvente.
12- Proceder com a mesma metodologia para análises com outros solventes.
13- Depois de realizadas as análises com todos os solventes especificados na coluna “especificações” as observações são anotadas no “Laudo de Análise de MP” e procede-se com os demais testes de qualidade.

pH (pHmetro digital)

1- Para determinação do pH através do pHmetro a temperatura deve estar por volta de 25ºC.
2- Acessa-se a opção de medição do pH.
3- O CQ consulta a monografia farmacopéica da MP em análise caso o produto a ser analisado seja uma MP sólida, para verificar a necessidade do preparo de uma solução de MP. A concentração da solução para análise é determinada de acordo com as especificações consultadas.
4- A amostra é transferida para um béquer.
5- Com o pHmetro previamente calibrado o CQ retira a capa plástica de proteção do eletrodo que contém solução de KCl 3M.
6- A tampa de orifício de enchimento de eletrólito contida na parte superior do eletrodo é aberta a fim de que seja estabelecido um equilíbrio de pressão do interior do eletrodo com a atmosfera.
7- O eletrodo é lavado esguichando água purificada, com o auxílio de uma pisseta e seco sem esfregar com um papel absorvente macio.
8- Se houver quantidade suficiente de amostra, o eletrodo é lavado com uma alíquota da solução amostra. Caso não haja quantidade suficiente esta etapa não é executada.
9- Com o pHmetro na opção de leitura, o bulbo do eletrodo é imerso na solução para análise. Espera-se até que o valor do pH no visor do pHmetro estabilize-se e anota-se o valor no “Laudo de Análise de MP” caso seja sendo medido o pH de uma MP sólida, semi-sólida ou líquida; ou no “Registro de Análise de Água”, caso esteja sendo medido o pH da água purificada; ou na “Ficha de Pesagem”, caso esteja sendo medido o pH de um produto acabado manipulado.
10- O eletrodo é retirado da solução, lavado esguichando água purificada, com o auxílio de uma pisseta e seco sem esfregar com um papel absorvente macio.
11- A capa plástica de proteção do eletrodo que contém solução de KCl 3M. e a tampa do orifício são recolocadas. Procede-se com os demais testes de qualidade.
12- Caso estejam programadas outras análises de pH no decorrer do dia, o pHmetro é mantido em posição stand-by, para que não seja necessário realizar uma nova calibração antes das outras análises.
Obs: Toda vez que o pHmetro é ligado há necessidade de proceder com uma nova calibração.

DENSIDADE RELATIVA (LÍQUIDOS)

1- Com a temperatura ambiente ajusta preferencialmente a 20ºC, colocar o picnômetro com capacidade de no mínimo 5 mL, vazio, com tampa, limpo e seco sobre a balança para determinar sua massa (M1).
Obs: Manuseia-se o picnômetro com auxílio de papel absorvente para que a oleosidade das mãos não seja repassada para as paredes externas do picnômetro, pois influenciaria na massa medida.
2- Anotar a massa do picnômetro vazio.
3- Retirar o picnômetro da balança com o auxílio de um papel absorvente.
4- Retirar a tampa do picnômetro com o auxílio de um papel absorvente.
5- Preencher o picnômetro com água recentemente purificada, até um pouco acima da metade do gargalo.
6- Com o auxílio do papel absorvente inserir lentamente a tampa no picnômetro até que a amostra transborde pelo orifício do capilar.
7- Enxugar o líquido transbordado com papel absorvente tomando cuidado para que o papel não entre em contato com o orifício da tampa, pois pode absorver o líquido pelo orifício.
8- Colocar o picnômetro cheio no banho-maria ajustado à temperatura constante de 20ºC, deixando-o imerso por aproximadamente 3 minutos (tempo estimado para que o líquido contido no picnômetro atinja 20ºC).
Obs: Imergir somente a base do picnômetro, tomando cuidado para que a água do banho-maria não penetre no interior do picnômetro.
9- Retirar o picnômetro do banho secando-o rápida e cuidadosamente para que a temperatura das mãos não altere a temperatura do líquido contido no picnômetro.
10- Com auxílio de papel absorvente, colocar o picnômetro com água sobre a balança eletrônica para determinar sua massa (M2).
11- Anotar a massa do picnômetro com água.
12- Retirar o picnômetro da balança com auxílio de um papel absorvente.
13- Descartar a água.
14- Preencher o picnômetro com a amostra a ser testada, até um pouco acima da metade do gargalo.
15- Com o auxílio do papel absorvente inserir lentamente a tampa do picnômetro até que a amostra transborde pelo orifício do capilar.
16- Enxugar o líquido transbordado com papel absorvente tomando cuidado para que o papel não entre em contato com o orifício da tampa, pois pode absorver o líquido pelo orifício.
17- Colocar o picnômetro cheio no banho-maria ajustado à temperatura constante de 20ºC, deixando-o imerso por aproximadamente 3 minutos (tempo estimado para que o líquido contido no picnômetro atinja 20ºC).
Obs: Imergir somente a base do picnômetro, tomando cuidado para que a água do banho-maria não penetre no interior do picnômetro.
18- Retirar o picnômetro do banho secando-o rápida e cuidadosamente para que a temperatura das mãos não altere a temperatura do líquido contido no picnômetro.
19- Com auxílio de papel absorvente, colocar o picnômetro com a amostra sobre a balança eletrônica para determinar sua massa (M3).
20- Anotar a massa do picnômetro com a amostra.
21- Retirar o picnômetro da balança com auxílio de um papel absorvente.
22- Retirar a tampa do picnômetro e descartar a amostra.
23- Calcular a densidade relativa através da fórmula abaixo:
Densidade relativa = (M3 – M1) / (M2 – M1)
Onde:
M3 = massa do picnômetro + amostra, em gramas
M2 = massa do picnômetro + água, em gramas
M1 = massa do picnômetro vazio
24- Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade.

DENSIDADE COMPACTADA (SÓLIDOS)

1- Uma proveta de 10mL previamente seca e sanitizada é tarada
2- A MP a ter a densidade compactada determinada é colocada na proveta até a marca de 10mL.
3- Bate-se a proveta moderadamente algumas vezes contra uma superfície rígida para compactar o pó. Se necessário, adiciona-se mais MP para completar o volume de 10mL, bate-se novamente contra a superfície rígida até que o nível atingido pelo pó não sofra alteração.
4- A proveta cheia com MP é colocada novamente sobre a balança a balança, e a massa dos 10mL do pó contido na proveta é determinada e anotada.
5- Realiza-se procedimento em triplicata.
6- Calcula-se a média das massas determinadas nas três compactações.
7- A partir da fórmula descrita abaixo, o cálculo da densidade compactada é realizado.
Densidade compactada = (média das massas) / 10
Obs: O denominador fixo 10 corresponde ao volume de 10mL ocupado pelo pó na proveta.
8- Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes.
9- Caso a MP não tenha sofrido processo de modificação dentro da farmácia (MP original do fornecedor), ou caso a MP seja um excipiente produzido na farmácia, é devolvida à embalagem e encaminhada à Área de Pesagem juntamente com a Ficha de Produção e demais documentos onde é realizado o fracionamento.
10- Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade.
PONTO OU FAIXA DE FUSÃO
1- Utilizando o bico de bulsen, o CQ fecha um dos lados de um tubo capilar fundindo uma das extremidades.
2- Com o auxílio de uma espátula, retira-se uma pequena quantidade de amostra que é espalhada em um papel branco e colocado no capilar de modo a formar uma coluna de aproximadamente 4 mm de altura.
3- O capilar é batido levemente contra uma superfície dura para compactar a amostra no interior do capilar.
4- Liga-se o aparelho de ponto de fusão e ajusta-se a taxa de aquecimento para 30ºC por minuto. Quando a temperatura atingir 10ºC abaixo da temperatura mínima de fusão esperada para a amostra, a taxa de aquecimento é diminuída para cerca de 1ºC por minuto.
5- Quando a temperatura atingir 5ºC abaixo da temperatura mínima de fusão esperada, introduz-se o tubo capilar no aparelho.
6- Espera-se o início da fluidificação da amostra ou a formação de gotículas na parede do tubo capilar (início da fusão).
7- Anota-se no “Laudo de Análise de MP”, a temperatura do início da fluidificação.
8- A temperatura na qual a amostra encontra-se completamente fundida, que evidenciada pelo desaparecimento da fase sólida (fim da fusão), também é anotada no Laudo.
9- Se necessário, efetua-se a limpeza externa do aparelho de Ponto de Fusão, utilizando papel toalha embebido em solução de álcool etílico a 70%.
10- Após a realização da análise, os capilares são descartados.
11- Anotar o resultado no “Laudo de Análise de MP” e prosseguir com os demais testes de qualidade.

Referências:
-Gestão Farmacotécnica Magistral - Vol. 1, Maria Filomena L. & Cols. Conrado Editora: Edição Própria do Autor Edição: 2ª Ano: 2008

Peso Médio

19 de janeiro de 2009

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Este teste de controle de qualidade do produto final, é fundamental para avaliar se as cápsulas preparadas apresentam uniformidade de peso. É uma forma de avaliar a técnica de encapsulação do manipulador, podendo ser um indicador de correção ou aprimoramento, quando os resultados demonstrarem variação considerável. O controle de peso médio deve seguir as especificações da Farmacopéia Brasileira IV Edição e pode ser feito manualmente. Além do controle de peso médio é importante o cálculo do desvio padrão e o coeficiente de variação (desvio padrão relativo) sendo necessário que o farmacêutico conheça estes indicadores estatísticos para saber quando e como aplicá-los.
A planilha formulada pela equipe do blog magistral indica a somatória, os valores máximo e mínimo, a amplitude, a variância, o desvio padrão, o coeficiente de variação, a precisão e a média dos valores encontrados na pesagem de forma rápida e simples. Cálculos executados com a mesma agilidade de equipamentos caros para análise de peso médio encontrados no mercado. Além de possuir um planilha específica para fórmulas com até 300mg (10% de variação) e outra para fórmulas acima de 300mg (7,5% de variação).

As fórmulas que não atenderem às especificações da farmacopéia não podem ser dispensadas, devendo ser refeitas. A farmácia de manipulação, por produzir em pequena escala, consegue alcançar coeficientes de variação muito menores que os preconizados pelas farmacopéias

Procedimento para determinação do peso médio de cápsulas duras:

1.Pesar individualmente 20 cápsulas duras e determinar o peso médio.

2.
Pode-se tolerar variação dos pesos individuais em relação ao peso médio, conforme indicado na tabela do Anexo I.
3.Se uma ou mais cápsulas estiverem fora dos limites indicados, pesar individualmente 20 unidades, remover o conteúdo de cada uma e pesar novamente.
4.Determinar o peso médio do conteúdo pela diferença dos valores individuais obtidos entre a cápsula cheia e a vazia.
5.Pode-se tolerar, no máximo, duas unidades fora dos limites especificados na tabela, em relação ao peso médio, porém nenhuma poderá estar acima ou abaixo do dobro das porcentagens indicadas.
6.Se mais que duas, porém não mais que seis, cápsulas, estiverem com variação entre uma ou duas vezes o índice da tabela, em relação ao peso médio, determinar o peso do conteúdo em mais 40 unidades e calcular o peso médio das 60.
7.Determinar as diferenças, em relação ao novo peso médio.
8.Pode-se tolerar, no máximo, 6 unidades em 60 cápsulas cuja diferença exceda os limites da tabela do Anexo I, em relação ao novo peso médio.
9.Pode-se tolerar, no máximo, 6 unidades em 60 cápsulas cuja diferença exceda os limites da tabela, em relação ao peso médio, porém nenhuma cuja diferença exceda o dobro dos mesmos.

Observação: O presente procedimento é considerado método oficial. Porém recomendamos que no caso de reprovação conforme item 3 quando houver reprovação de até duas cápsulas a
fórmula seja considerada não conforme e reprocessada.

Referências:
- Farmacopéia Brasileira, 4a ed.
- Farmacopéia Americana, USP 30/NF25

Anexos:

Anexo I - Variação de peso em cápsulas duras (F.B.IV)

Peso médio ou valor nominal declarado...........Limites de variação
Até 300,0 mg........................................................+/- 10%
Acima de 300,0 mg..............................................+/- 7,5%

Processadores Estatísticos para Peso Médio

Com as informações acima temos certeza que todos não precisam mais comprar processadores estatísticos para fazer um Peso Médio, pois os eles dão essas mesmas informações porém, sem o gráfico final.
 

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