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Farmácias têm de seguir norma da Anvisa, diz STJ

14 de abril de 2010

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85756487As farmácias de todo o País estão obrigadas a cumprir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que disciplinam quais produtos podem ser comercializados nesses estabelecimentos e quais podem ser oferecidos diretamente ao consumidor.

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, suspendeu decisões da Justiça Federal do Distrito Federal e de São Paulo que dispensavam as farmácias de cumprir uma resolução da Anvisa que tinha o objetivo de evitar o estímulo à automedicação.

Essa resolução estabelece, por exemplo, que os medicamentos deverão permanecer em área de circulação restrita aos funcionários, não sendo permitida sua exposição direta ao alcance dos consumidores. A resolução dispõe sobre boas práticas farmacêuticas para controle sanitário do funcionamento, dispensação e comercialização de produtos e prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias.

Ari Pargendler suspendeu decisões que tinham sido favoráveis a estabelecimentos filiados à Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e à Federação Brasileira das Redes Associativas de Farmácias (Febrafar).

Além da resolução sobre as boas práticas, as entidades questionavam instruções normativas que listam os produtos e medicamentos que podem e não podem ser vendidos em farmácias e quais são liberados para ficar ao alcance direto do consumidor.

Na sua decisão, Ari Pargendler concluiu que a Anvisa atuou no exercício de sua competência, de acordo com os propósitos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O ministro fez questão de frisar que a automedicação é perigosa. Segundo ele, se essa prática é estimulada, pode comprometer a saúde pública.

Fonte: JORNAL DA TARDE – SP

Anfarmag orienta como proceder com a sibutramina agora sujeita a receita B2

5 de abril de 2010

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A mais recente publicação da RDC 13, de 30 de março de 2010, remanejou a Sibutramina para a lista de medicamentos sujeitos a a notificação de receita B2. Na manhã deste mesmo dia, durante evento em Brasilia, representantes da Anfarmag contataram dois integrantes da diretoria colegiada da vigilancia sanitária. Expuseram os primeiros problemas constatados diante dos termos da medida e seus efeitos sobre o trabalhado das farmácias no relacionamento com médicos e clientes/pacientes.

O resultado imediato desta conversa foi a publicação da RDC 15, de 31 de março de 2010, que esclareceu alguns efeitos da medida, particularmente para as farmácias magistrais, no qual se destaca a definição clara para o tempo no qual podem ser aceitas Receitas de Controle Especial, da Lista C1, entre as quais se inclui o insumo Sibutramina.

Orientações

A ANVISA publicou a Resolução RDC nº 13, no DOU nº 60, de 30 de março de 2010, Seção 1, pág. 115 a 118 e alterado pela Resolução RDC nº 15, no DOU nº 62, de 01 de abril de 2010, Seção 1, pág. 48 onde estabelece:

1 - Atualização nº 31 das listas da Portaria SVS/MS nº 344/1998* e outra diretriz;

2 - Remanejamento da substância SIBUTRAMINA da LISTA - C1 - LISTA DAS OUTRAS SUBSTÂNCIAS SUJEITAS A CONTROLE ESPECIAL (Sujeitas a Receita de Controle Especial em duas vias) para a LISTA - B2 - LISTA DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS ANOREXÍGENAS (Sujeitas a Notificação de Receita "B2");

3 – Concessão de prazo de 180 (cento e oitenta dias) para que as indústrias procedam alteração no registro e nas embalagens com alteração da tarja vermelha para a tarja “preta”;

4 – Concessão de prazo de 180 (cento e oitenta dias) para que farmácias e drogarias que comercializam os medicamentos industrializados possam vender ou dispensar medicamentos que contenham Sibutramina na embalagem com tarja vermelha;

5 – A partir da da RDC 15/2010, hoje publicada, concessão de prazo de 30 (trinta) dias para a farmácia receber as prescrições na Receita de Controle Especial, em duas vias, desde que sejam com datas anteriores a 30 de março de 2010. Desta forma os pacientes não terão seu tratamento interrompido.

Para que nossa farmácia associada possa atender a norma editada pela ANVISA deverá executar alguns procedimentos internos importantes como:

REGISTROS EM LIVROS ESPECÍFICOS – atendimento à Portaria SVS/MS nº 344, de 1998*

Os registros quando realizados manualmente ou de forma informatizada, deverão observar os seguintes critérios:

A - Conferir o estoque de SIBUTRAMINA (da LISTA C1) e se verificar a existência de alguma diferença por conta de perdas no processo de manipulação; deverá proceder a baixa com esta perda de processo e assim o estoque final a ser transferido ficará correto;

B – Registrar no campo Observação do livro manual ou informatizado (sugerimos): “Atendimento à Resolução RDC nº 13/2010 (DOU de 30/03/2010) – transferência do estoque final de Sibutramina da Lista C1 para a Lista B2”.

C - Transferir o estoque final da substância SIBUTRAMINA, registrada no livro específico da LISTA - C1, existente no dia 01/04/2010 para o livro específico de psicotrópicos - LISTA - B2 como estoque inicial. Neste caso a farmácia finalizará o histórico da Sibutramina na lista C1 e iniciará seu histórico na lista B2.

D – A partir do dia 30/04/2010 a farmácia poderá receber dois tipos de prescrição contendo a substância SIBUTRAMINA, uma na Receita de Controle Especial, em duas vias com validade de 30dias a partir da data da prescrição e outra na Notificação de Receita B2, cor azul, com numeração cedida pela VISA local ao prescritor. Devem ser registradas normalmente no livro de registro específico de psicotrópicos (listas B1 e B2), onde agora já está registrada a referida substância.

Nota - Verifique com seu programador o que colocar no campo Nº de Notificação quando o atendimento é por Receita de Controle Especial válida por 30 dias (data anterior a 30/03/2010) . Sugerimos digitar “RECEITA”.

Nota – Para que tenha o sistema informatizado dos Livros de Registros deverá o responsável técnico conversar com o programador e verificar estas modificações necessárias para o atendimento a nova localização da Sibutramina.

DENOMINAÇÃO COMUM BRASILEIRA

Para orientação verifique qual substância possui em estoque e registre a DCB correta:

DCB Substância
07984 SIBUTRAMINA
07985 CLORIDRATO DE SIBUTRAMINA
09375 CLORIDRATO DE SIBUTRAMINA MONOIDRATADO

http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/dcb/2006/344_98/c1.pdf

ENCAMINHAMENTO DE DADOS AS AUTORIDADES LOCAIS E ANVISA

A – Relação Mensal de Notificação de Receita B2 - Como a SIBUTRAMINA está prescrita em Notificação de Receita B2 (NRB2) deverá a farmácia, mensalmente, incluir os atendimentos, quando for pela NRB2, no mapa denominado Relação Mensal de Notificação de Receita B2 (junto com as outras substâncias anorexígenas) e enviar para a VISA local. Observe que somente pelo fato de estar sendo prescrita na NRB2 é que deverá fazer parte deste mapa. (modelo encontra-se no ANEXO I da Resolução RDC nº 58, de 2008).

B – SNGPC – gerar o arquivo .XML para ser encaminhado à ANVISA. Neste caso o período é de até 7 dias e terá a solicitação do Nº da Notificação. Quando o atendimento for da Receita válida dentro prazo de 30 dias, portanto, receitas prescritas a partir de 28 de fevereiro de 2010, sugerimos que verifique com seu programador o que colocar no campo nº de Notificação. Sugerimos digitar RECEITA.

INFORMAÇÃO AOS MÉDICOS E PACIENTES

Recomendamos às farmácias associadas encaminhar uma carta e/ou e-mail informando aos médicos sobre as novas resoluções (RDC’s nº 13 e 15 de 2010), onde se determina que a Sibutramina (cloridrato monohidratada) passa a ser em Notificação de Receita B2. De preferência deve enviar a cópia da mesma. Esta já está disponível no site da Anfarmag
http://www.anfarmag.org.br/integra.php?codigo=2239

Ao paciente, prover orientação indicando que as próximas prescrições terão que ser feitas na Notificação de Receita B2 (azul) por determinação da ANVISA. Informar sobre as reações adversas ou outras que forem necessárias.

Fonte: Informativo Anfarmag sobre Legislação nº22/10

Manipulação de Formas Farmacêuticas Sólidas (Pós)

23 de março de 2010

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Pesagem

1. Inicialmente o farmacêutico faz a conferência inicial da prescrição conforme o item 4.5.1 da Resolução 33/2000 e orienta quanto às seguintes etapas:
2. O manipulador confere se a ordem de manipulação está de acordo com a receita e o rótulo, separa atenciosamente os potes dos componentes que serão utilizados (as matérias-primas deverão ser armazenadas) em recipientes adequados, hermeticamente fechadas, rotuladas com todas as especificações (ex. nome, fator de diluição se aplicável, nome do fornecedor, prazo de validade, ficha de diluição quando aplicável, número do lote, etc.).
3. Procede-se a pesagem individual de cada componente da formulação, conferindo o peso descrito na ficha de pesagem com o indicado na balança (os potes com as matérias-primas após terem sido utilizados deverão ser fechados e recolocados nas prateleiras no seu devido lugar). O manipulador deverá pesar as substâncias especificadas na receita, observando as respectivas quantidades, registrando os respectivos cálculos bem como os lotes na ordem de manipulação.
4. A pesagem deve ser precisa e cuidadosa.
5. Ao iniciar a pesagem, o manipulador deverá previamente tarar o recipiente de pesagem .
6. O manipulador deverá pesar cada substância separadamente (dando prioridade às substâncias presentes em quantidades menores), tarando a balança a cada operação. A quantidade do excipiente a ser pesada deve ser determinada pelo método volumétrico (veja tabela abaixo) de acordo com o tamanho da cápsula a ser utilizada.
7. Após o término da pesagem da formulação, inclusive do excipiente proceder com a trituração/tamisação/diluição (homogeneização) do medicamento.
8. A ordem de manipulação deve conter orientação sobre o tamanho e cor de cápsulas a serem utilizadas.

Tabela - Capacidade das Cápsulas Gelatinosas Duras

CAPACIDADE DAS CÁPSULAS GELATINOSAS DURAS

Tamanho da cápsula

Volume (mL)

Peso (mg)

Qtde de princípio ativo usualmente empregada

000

1,37 mL

Acima de 1000mg (750mg) *

Acima de 750mg

00

0,95 mL

(500) * a 1000mg

Entre 351 a 500mg

0

0,68mL

(400) * a 500mg

251 a 350mg

1

0,50mL

(350) * a 400mg

151 a 250mg

2

0,37mL

(250) * a 300mg

50 a 150mg

3

0,30mL

(200) * a 300mg

Até 50mg

4

0,21mL

(126) * a 252mg

Até 5mg

* Capacidade média para substância com densidade aparente próxima da lactose. Existem diferenças de capacidade em peso relacionados com a reologia do pó, tenuidade, densidade aparente, etc. Exemplo: uma cápsula número 0 pode conter 300mg de cáscara sagrada pó ou 825mg de cloreto de sódio. Portanto é recomendável a utilização da proveta.

Nota: O manipulador deve estar ciente e treinado, seguindo as Boas Práticas de Manipulação.


Trituração/tamisação/diluição (homogeneização)


1. O manipulador seleciona a ordem de manipulação junto com a receita de acordo com o horário de entrega ao cliente; confere o rótulo e a requisição de acordo com a receita; verifica se existe alguma anotação em relação a matéria-prima ou orientação técnica de manipulação.
2. Transfere o pó para o tamis de malha adequado (40 a 60) adaptada ao seu suporte previamente guarnecido com papel manteiga e tamisa o pó com pistilo, pressionando-o contra o tamis em movimentos circulares e de vai e vem até o esgotamento do pó.
3. Verte o pó depositado sobre o papel manteiga contido no suporte para o gral de porcelana, tritura várias vezes com movimentos no sentido horário e vários movimentos no sentido anti-horário, revolve o pó no interior e laterais do pistilo e do gral com a espátula de plástico e mistura novamente com movimentos no sentido horário e com movimentos no sentido anti-horário.

Nota: O manipulador deve estar ciente e treinado, seguindo as Boas Práticas de Manipulação.


Encapsulação

1.
O encapsulador seleciona a formulação previamente homogeneizada, a ser encapsulada, por ordem de prazo de entrega prometido ao cliente.
2. Encapsula a fórmula utilizando as placas necessárias de acordo com o tamanho de cápsula a ser utilizado conforme a recomendação na ordem de manipulação, preenche o registro.
3. Verte as cápsulas para a embalagem adequada e a rotula - preenche os registros necessários.
4. Envia junto o produto embalado com a receita para a conferência e controle da qualidade.

Nota: O manipulador deve estar ciente e treinado, seguindo as Boas Práticas de Manipulação.


Conferência

1. O farmacêutico confere o medicamento com a Ordem de Manipulação, rótulo e receita.
2. O farmacêutico confere verificando os seguintes itens:
a) Horário de entrega prometido ao cliente;
b) Se a Ordem de Manipulação esta devidamente preenchida, assinada com letra legível;
c) A quantidade de cápsulas ou comprimidos dentro do pote, utilizando o contador;
d) Se há deformação nas cápsulas;
e) Aparência das cápsulas (limpeza, amolecimento, quebra, pintas e manchas);
f) Se o tamanho da cápsula é o mesmo anotado na Ordem de Manipulação;
g) Cor da cápsula utilizada;
h) Rótulo (rotular conforme item 4.5.3 da RDC 33/200) x receita;
i) Carimbo de manipulação na receita, devidamente preenchido;
j) Se existe rótulo de advertência para casos de substâncias controladas pela Portaria 344/98.


Controle de Qualidade

As cápsulas devem passar pelo ensaio farmacopéico de uniformidade de doses unitárias, conforme o descrito na Farmacopéia Brasileira IV. "A uniformidade das doses unitárias de formas farmacêuticas pode ser determinada por dois métodos: variação de peso (peso médio) e uniformidade de conteúdo".


Este método se aplica às formas com um único fármaco ou com mais de um componente ativo.O método de Variação de peso (peso médio) pode ser aplicado se o produto contiver 50mg ou mais de um componente ativo, compreendendo 50% ou mais, em peso, da dose unitária da forma farmacêutica. Portanto, para fármacos com dose posológica igual ou maior que 50mg poderiam ser avaliados em relação ao teste de "uniformidade de doses unitárias" com a determinação do peso médio. A determinação do peso médio é tecnicamente simples e viável sua realização na farmácia, sendo que a uniformidade de conteúdo por envolver maior complexidade analítica poderia ser realizada por amostragem em laboratórios contratados.

Fonte: Ortofarma, Estudo Biofarmacêutico Magistral, 2006.

Manipulação de Formas Farmacêuticas Semi-Sólidas e Líquidas com Tretinoína

19 de março de 2010

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A tretinoína (sinonímia: ácido retinóico, vitamina A ácida e ácido retinóico) é um derivado da vitamina A e se apresenta como pó cristalino amarelo ou laranja claro. A tretinoína (C20H28O2; PM=300,4) é praticamente insolúvel em água e pouco solúvel em álcool.

A tretinoína é muito sensível à luz, ao calor e ao ar; sendo facilmente oxidável. Consequentemente, a tretinoína matéria-prima deve ser armazenada sob atmosfera de gás inerte (ex. atmosfera de nitrogênio), em temperatura inferior a 25oC. Uma vez aberta a embalagem de tretinoína (matéria-prima), o pó remanescente deverá ser usado o mais breve possível (USP, 1999; Parfitt, 1999).

Produtos à base de tretinoína devem ser embalados em recipientes hermeticamente fechados, fotoresistentes (ex. bisnaga de alumínio revestido para preparações semi-sólidas, frasco de vidro âmbar para preparações líquidas) e armazenado em temperatura ambiente controlada, protegidos da luz e do congelamento (Trissel, 2000). Os produtos à base de tretinoína devem ser acrescidos de antioxidante para sistema oleoso, como por exemplo, do B.H.T. (butilhidroxitolueno) na concentração usual de 0,05%.

Indicações Terapêuticas

Tem ação queratolítica e esfoliante, nas concentrações de 0,01 a 0,1%. É tradicionalmente usada no tratamento da acne, para acelerar o "turnover" da epiderme e prevenir a formação de comedões. Também é usado no tratamento de hiperqueratoses. Em alopecias, é usado principalmente associado ao minoxidil, com a finalidade de aumentar a absorção deste. Como a tretinoína produz eritema, descamação e é fotossensibilizante, deve ser usado à noite. Durante o dia, recomenda-se o uso de fotoprotetores. O ajuste da concentração do ácido retinóico nas formulações vai depender da resposta terapêutica obtida. Desta forma, recomenda-se iniciar o tratamento com a menor concentração usual, aumentando gradativamente, se necessário.

Para o tratamento da acne, não se deve associar a tretinoína e o peróxido de benzoíla na mesma formulação, uma vez que o primeiro é oxidado pelo segundo. No caso de se optar por um tratamento com essas duas substâncias, pode ser feito alternando-se um creme com ácido retinóico à noite, com um gel de peróxido de benzoíla durante o dia.

O seu uso em cosmiatria vem da observação de pacientes em tratamento de acne, com tretinoína, em que após certo tempo a pele se apresentava mais macia e menos enrrugada, apesar da vermelhidão e irritação causadas pela tretinoína. Desde então, numerosas observações vem sendo feitas com o uso da tretinoína a 0,05%, para redução de rugas e linhas de expressão, para a prevenção do envelhecimento cutâneo e para o tratamento da pele danificada pelo sol. Nessas observações, verificou-se melhoras nas características da pele, diminuição da queratose actínica, dispersão mais uniforme dos grânulos de melanina, formação de novas fibras de colágeno na derme, aumento do fluxo sanguíneo e aumento da permeabilidade da epiderme. Nocaso de rugas, o efeito mais evidente foi constatado em rugas finas e em linhas de expressão.

Exemplos de Formulações

Acne
1. Loção Cremosa com Tretinoína
Tretinoína - 0,05%
Drieline - 2%
Loção Cremosa qsp. - 60mL

2. Gel com Tretinoína e Bisabolol
Tretinoína - 0,025%
Alfa Bisabolol - 1%
Gel de Carbopol qsp. - 50g

3. Creme com Tretinoína e Polyolprepolymer 2
Tretinoína - 0,05%
PP 2 - 2%
Creme Hidratante qsp. - 50g

Modo de Usar: aplicar à noite nas regiões afetadas, com cuidado para não atingir as mucosas dos olhos, nariz e boca. Recomenda-se o uso de bloqueadores solares durante o dia. Nas primeiras semanas de tratamento pode eventualmente ocorrer uma exacerbação temporária da acne, o que deve implicar em suspensão do tratamento. O seu uso não deve ser prolongado além de 2 ou 3 meses.

Alopecias
1.Loção com Minoxidil e Tretinoína
Minoxidil - 2%
Tretinoína - 0,02%
Propilenoglicol - 10%
Álcool Isopropílico qsp. - 60mL

Modo de Usar: aplicar no couro cabeludo 2 a 3 vezes ao dia, com massagem suave.

Anti-Rugas, Cosmiatria
1. Creme com Tretinoína
Tretinoína - 0,01 a 0,05%
Creme Excipiente qsp. - 50g

2. Gel Anti-Rugas para Pele Sensível
Tretinoína - 0,01 a 0,05%
Alfa Bisabolol - 0,5%
Gel de Lubrajel qsp. - 50g

Modo de usar: aplciar nas regiões afetadas à noite. Durante o dia, recomenda-se o uso de fotoprotetores.

Hipercromias
1. Associação com Tretinoína e Hidrocortisona
Hidroquinona - 3%
Ácido Kójico - 2%
Tretinoína - 0,05%
Hidrocortisona - 1%
Gel de Natrosol ou Creme Lanette qsp. - 30g

Obs: as formulações com hidroquinona e ácido kójico devem conter um antioxidante como metabissulfito de sódio e um quelante como o EDTA.

Hiperqueratoses, Ictiose
1. Tretinoína 0,1%
Tretinoína - 0,1%
Creme ou Loção Cremosa qsp. - 100g

Modo de usar: aplicar nas regiões afetadas à noite. Durante o dia, aplciar creme hidratante ou, se as aplicações forem feitas em áreas expostas ao sol, bloqueador solar.

Língua Nigra Vilosa
1. Tretinoína
Tretinoína - 0,05%
Propilenoglicol qsp. - 50mL

Modo de usar: aplicar com uma espátula 1 a 2 vezes ao dia.

Aditivação da Tretinoína (Pó) em Diversas Formas Farmacêuticas

• Soluções
- Alcoólicas: dissolver diretamente no álcool;
- Hidroalcoólicas: dissolver no álcool e em seguida acrescentar a água;
- Hidro-propileno-alcoólicas: dissolver na solução propileno-alcoólica e acrescentar a água.

• Pomadas: reduzir a pó fino e incorporar a pomada previamente elaborada.

• Emulsões: reduzir a pó fino e incorporar na emulsão (ex. creme, loção cremosa) previamente elaborada.

• Géis:
dissolver em álcool ou em solução propileno-alcoólica e acrescentar sobre o gel previamente elaborado. O ácido retinóico diferentemente de outros ácidos é compatível com géis não-iônicos (ex. gel de hidroxietilcelulose, gel de hidroxipropilcelulose, e outros) e também com géis aniônicos (ex. gel de carbômero ou Carbopol).

Soluções Auxiliares Diluídas de Tretinoína

A tretinoína é empregada em concentrações variadas, normalmente na faixa de 0,01 a 0,1%. Entretanto, concentrações maiores são eventualmente utilizadas em preparações para peelings (1 a 10%) destinadas ao uso em consultórios e aplicadas por profissional (Kede & Sabatovich, 2004; Batistuzzo et al., 2006). A manipulação de formulações em pequenas quantidades, contendo tretinoína em concentrações menores, implica na pesagem de quantidades diminutas deste fármaco. Para se evitar erros de pesagem e, consequentemente, desvios de teor no produto final, é recomendável o uso de solução auxiliar diluída da tretinoína. Contudo, as soluções auxiliares diluídas devem ser preparadas para o uso em um curto período de tempo (não ultrapassar a 15 dias) e armazenada adequadamente em condições ideais.

A seguir, relacionamos alguns exemplos de soluções auxiliares diluídas de tretinoína para o emprego em formas farmacêuticas diversas:

1. Solução auxiliar diluída de Tretinoína a 0,5% (p/v)
Tretinoína ............................................................. 0,5g
BHT (butilhidroxitolueno)....................................... 0,1g
PPG-14 butil éter * qsp 100mL
*Ucon Fluid AP da Ion.

Indicação:
Para uso no preparo de emulsões cremosas e pomadas.
Fator de correção = 200

Procedimento de preparo:
1. Em um gral de vidro, triturar o BHT e a tretinoína.
2. Adicionar, lentamente, o PPG-14 butil éter, triturando após cada adição.
3. Transferir a preparação para um cálice ou proveta graduada e ajustar para o volume final com o PPG-14 butil éter.
4. Envasar em frasco de vidro âmbar.

Nota: Preparar quantidade suficiente para consumo de, no máximo, 15 dias.
Conservar em temperatura ambiente controlada.

2. Solução auxiliar diluída de Tretinoína 0,5% (p/v)
Tretinoína ....................................................0,5 g
Álcool absoluto ............................................45 mL
Acetona .......................................................10mL
BHT (butil hidroxi tolueno)............................0,05g
PPG-5 ceteth-20*.........................................9,5 mL
Polietilenoglicol 400** q.s.p. ........................100mL
* Álcool cetílico propoxilado (5 OP) e etoxilado (20 OE) (Acqualsolv da Chemyunion ou Procetyl AWS da Croda);
**Carbowax 400 ou Macrogol 400.

Indicação: Para uso no preparo de géis (preferencialmente géis alcoólicos) e soluções alcoólicas, hidroalcoólicas ou hidro-propileno-alcoólicas.
Fator de correção = 200

Procedimento de preparo:
1. Dissolver a tretinoína e o BHT na acetona;
2. Adicionar o PPG-5 ceteth-20 e misturar;
3. Adicionar. em seguida. o álcool absoluto e misturar;
4. Ajustar para o volume final com polietilenoglicol 400. Misturar.
5. Envasar em frasco de vidro âmbar.

Nota: Preparar quantidade suficiente para consumo de no máximo 15 dias.
Conservar em temperatura ambiente controlada.

3. Solução auxiliar de Tretinoína a 0,2% (p/v)
Tretinoína .......................................................... 0,2g
BHT (butilhidroxitolueno).................................... 0,05g
Álcool etílico q.s.p. ............................................. 100mL

Indicação: para uso no preparo de géis (preferencialmente géis alcoólicos) e soluções alcoólicas, hidroalcoólicas ou hidro-propileno-alcoólicas.
Fator de correção: 500

Procedimento de preparo:
1. Em um gral de vidro triturar a tretinoína e o BHT.
2. Adicionar o álcool etílico e misturar até dissolução.
3. Ajustar para o volume final com álcool etílico. Misturar.
4. Envasar em frasco de vidro âmbar.

Nota: Preparar quantidade suficiente para consumo de, no máximo, 15 dias.
Conservar em temperatura ambiente controlada.

Exemplo de Cálculo
Seja a seguinte prescrição:
Rx
Creme com tretinoína 0,025% 20g

Como manipular?

Cálculo da quantidade de tretinoína (regra de três)
0,025 g ___________100g
X _______________20g

X = 0,005 g (quantidade de tretinoína requerida em 20g de creme de tretinoína a 0,025%).

Considerando a utilização da solução auxiliar diluída de tretinoína a 0,5% (Fc = 200).
0,005 x 200 (fator de correção da diluição) = 1mL da solução auxiliar.

Resposta:
Aditivar 1mL da solução auxiliar diluída de tretinoína a 0,5% em quantidade suficiente de creme base para completar 20g.

Nota: Deve se acrescentar uma quantidade complementar BHT como antioxidante de modo a obter concentração de cerca de 0,05% deste adjuvante. O mesmo poderá ser previamente diluído em qs de álcool.
Envasar em bisnaga de alumínio revestida.
Sugerimos adotar um prazo de validade não superior a 3 meses.

Fontes:
Ortofarma, por Anderson de Oliveira Ferreira, MSc.
Batistuzzo, J.A.O. et all. Formulário Médico Farmacêutico. 3a ed. São Paulo: Pharmabooks, 2006.

Referências:
1. Parfitt, K, ed. Martindale The Complete Drug Reference. 32nd ed. London: The Pharmaceutical Press, 1999.
2. The United States Pharmacopeia XXIV. Rockville, MD: The United States Pharmacopeial Covention, 1999.
3. Trissel, L.A. Trissel’s Stability of Compounded Formulations. 2nd ed. Washington: American Pharmaceutical Association, 2000.
4. García, Ma T. C. et al. Monografías Farmacéuticas. 1ª ed. Colégio Oficial de Farmacéuticos de La Provincia de Alicante, 1998.
5. Fernández-Montes, E.A. Manual de Formulación Magistral Dermatológica. 1ªed. Madrid: E. Alía, 1998.
6. Kede, M.P.V. & Sabatovich, O. Dermatologia Estética. 1ª ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2004. p.426.
7. Batistuzzo, J.A.O. et all. Formulário Médico Farmacêutico. 3a ed. São Paulo: Pharmabooks, 2006.
8. Sampaio, A. C. Curso de Manipulação Farmacêutica Avançada – Módulo 2. São Paulo: Consulcom, 2001.

Anvisa regulamenta o uso de plantas medicinais de tradição popular‏

16 de março de 2010

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Os benefícios das chamadas “drogas vegetais” passam de geração em geração. Quase todo mundo já ouviu falar de alguma planta, folha, casca, raiz ou flor que ajuda a aliviar os sintomas de um resfriado ou mal-estar. Unindo ciência e tradição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer popularizar esse conhecimento, esclarecendo quando e como as drogas vegetais devem ser usadas para se alcançar efeitos benéficos. A medida faz parte da RDC 10, publicada nesta quarta-feira (10).

“O alho é um famoso expectorante e muita gente tem o hábito de usá-lo com água fervente. No entanto, para aproveitar melhor as propriedades terapêuticas, o ideal é deixá-lo macerar, ou seja, descansar em água à temperatura ambiente”, explica a coordenadora de fitoterápicos da Anvisa, Ana Cecília Carvalho.

Inaladas, ingeridas, usadas em gargarejos ou em banhos de assento, as drogas vegetais têm formas específicas de uso e a ação terapêutica é totalmente influenciada pela forma de preparo. Algumas possuem substâncias que se degradam em altas temperaturas e por isso devem ser maceradas. Já as cascas, raízes, caules, sementes e alguns tipos de folhas devem ser preparados em água quente. Frutos, flores e grande parte das folhas devem ser preparadas por meio de infusão, caso em que se joga água fervente sobre o produto, tampando e aguardando um tempo determinado para a ingestão.

Clique aqui para baixar a tabela que contém a forma correta de preparo em cada caso

Outra novidade da resolução diz respeito à segurança: a partir de agora as empresas vão precisar notificar (informar) à Agência sobre a fabricação, importação e comercialização dessas drogas vegetais no mínimo de cinco em cinco anos. Os produtos também vão passar por testes que garantam que eles estão livres de microrganismos como bactérias e sujidades, além da qualidade e da identidade.


Além disso, os locais de produção deverão cumprir as Boas Práticas de Fabricação, para evitar que ocorra, por exemplo, contaminação durante o processo que vai da coleta, na natureza, até a embalagem para venda. As embalagens dos produtos deverão conter, dentre outras informações, o nome, CNPJ e endereço do fabricante, número do lote, datas de fabricação e validade, alegações terapêuticas comprovadas com base no uso tradicional, precauções e contra indicações de uso, além de advertências específicas para cada caso.

Drogas Vegetais e Fitoterápicos

As drogas vegetais não podem ser confundidas com os medicamentos fitoterápicos. Ambos são obtidos de plantas medicinais, porém elaborados de forma diferenciada. Enquanto as drogas vegetais são constituídas da planta seca, inteira ou rasurada (partida em pedaços menores) utilizadas na preparação dos populares “chás”, os medicamentos fitoterápicos são produtos tecnicamente mais elaborados, apresentados na forma final de uso (comprimidos, cápsulas e xaropes).

Todas as drogas vegetais aprovadas na norma são para o alívio de sintomas de doenças de baixa gravidade, porém, devem ser rigorosamente seguidos os cuidados apresentados na embalagem desses produtos, de modo que o uso seja correto e não leve a problemas de saúde, como reações adversas ou mesmo toxicidade. As informações são da Impresa Anvisa.

Sugestão: Marta Rodrigues via e-mail

Devolução de Medicamentos Controlados

26 de janeiro de 2010

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A rotina das Farmácias de Manipulação exige muita atenção e firmeza com relação a venda de medicamentos manipulados. Alguns clientes voltam com a reclamação de que foram manipuladas cápsulas em um número menor do que o solicitado e “coincidentemente” grande parte dessas reclamações estão relacionadas a medicamentos controlados, em sua maioria, anorexígenos utilizados para auxiliar na perda de peso.

Os motivos para que isso aconteça são variados desde o uso indevido do próprio paciente que tenta acelerar o processo de emagrecimento aumentando a dose por conta própria até a utilização do medicamento por outra pessoa da família ou amigo que quer obter os mesmos resultados do paciente.

Mas, e se ao invés de reclamar a falta, o paciente quiser devolver ou trocar o medicamento controlado por algum motivo pessoal? Como devemos proceder diante de tal situação?

A relação do consumidor na compra de produtos e serviços é regida pelo Código de Defesa do consumidor. No entanto, a regulamentação dos medicamentos controlados obedece a normatização internacional de controle de substâncias e medicamentos entorpecentes e psicotrópicos que no Brasil é regulamentada pela Portarias 344/1998 e 06/1999.

O artigo 90 da Portaria 06/99 recomenda ao paciente ou ao seu responsável que faça a entrega destes medicamentos à vigilância sanitária, para serem incinerados. Ou seja, estes produtos, por sua própria denominação (controlados), se sujeitam a normas diferenciadas das demais.

A devolução destes produtos ao estabelecimento que os vendeu, como ocorre com produtos eletroeletrônicos, alimentos, vestuário e calçados, acarretaria um alto risco sanitário decorrente da devolução de um medicamento (controlado ou não) ao comércio varejista.

Por exemplo, fatores como temperatura e umidade relativa interferem diretamente na qualidade e estabilidade de um medicamento. Ao sair da drogaria não possuirá mais nenhum tipo de controle por parte do farmacêutico, daí a obrigatoriedade de toda drogaria possuir um farmacêutico, caso contrário poder-se-ia trocar medicamentos como se trocam roupas, CDs ou biscoitos em supermercados.

Existem alguns motivos para uma troca, por exemplo, se o cliente for a um estabelecimento farmacêutico e o medicamento adquirido vier da fábrica com algum desvio de qualidade, é possível. Contudo, se um (a) consumidor (a) ou responsável pelo enfermo adquiriu um medicamento e depois quer trocar por outro por qualquer razão: interrupção, falecimento do paciente, isto não é possível tendo em vista o que chamamos de risco sanitário, pois ao sair da farmácia ou da drogaria o produto saiu da responsabilidade do farmacêutico (não se sabe mais em que condições foi transportado, armazenado) e como este profissional não poderá mais ser responsabilizado pela qualidade do produto, por razões técnicas e legais, esta troca não pode ser efetivada.

Após a saída do produto do estabelecimento farmacêutico, não há garantia de que o consumidor observou os cuidados de armazenamento para sua preservação. Por exemplo, o consumidor poderia deixar o produto por várias horas no seu carro fechado e estacionado ao sol ou armazená-lo em condições que comprometeriam a qualidade do medicamento.

É até possível que o medicamento tenha sido guardado em condições seguras, entretanto, é impossível à farmácia ou a drogaria assegurar com toda a certeza que a integridade e estabilidade do produto foram mantidas.

No caso do medicamento controlado existe um risco sanitário ampliado por ocasião de uma possível troca ou devolução, pois além dos riscos citados aos medicamentos não controlados temos o risco adicional de a drogaria manter estoque paralelo, onde é possível a venda sem receita.

Contudo, este não é o único motivo para tal impossibilidade. O medicamento controlado se sujeita a normas diferenciadas das demais. A Portaria 06/1999 (artigo 93, 4º Parágrafo), diz que um produto desta categoria, ao sair do estabelecimento farmacêutico, deve ter sua “baixa” efetuada pelo farmacêutico no Livro de Registro específico (que é documental para efeito de controle e fiscalização), através da receita ou notificação de receita do paciente/comprador.
Para que um produto possa ter sua “entrada” efetuada neste livro, esta somente pode ser feita por Nota Fiscal de compra (de uma distribuidora ou de uma filial) e não por qualquer outro meio, como por exemplo, a devolução do medicamento. Ou seja, a impossibilidade da devolução decorre de DOIS fatores: o RISCO SANITÁRIO somado ao FATOR LEGAL.

Ainda é sabido que constitucionalmente o direito à saúde está acima das relações econômicas. Desta forma, a impossibilidade de troca trata-se de uma questão de saúde e não mera questão econômica.

Fonte: ANVISA

Manipulação de Cápsulas contendo Fármacos Higroscópicos

9 de novembro de 2009

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A manipulação de cápsulas contendo fármacos de natureza higroscópica que absorvem a umidade ambiental) é crítica, podendo levar a um “amolecimento” das cápsulas, tornando-as esteticamente inaceitáveis e, além disso, comprometer a estabilidade e eficácia da preparação.

Abaixo relacionamos algumas medidas preventivas e corretivas para higroscopia:

A) A manipulação deve ser realizada em ambiente de temperatura e umidade controladas: temperatura ambiente de no máximo 25°C e a umidade relativa do ar ideal entre 30 a 45 %, ou, no máximo, inferior a 60%.

B) Deve-se empregar um tamanho de cápsula que permita a adição de, pelo menos, 50% do volume da cápsula para seu preenchimento. A não utilização de uma quantidade adequada do excipiente adequado permitirá a higroscopia e o consequente “amolecimento” da cápsula. Portanto, empregue um tamanho de cápsula maior, que permita a adição de quantidade adequada de excipiente. Se não for possível, devido à quantidade de ativos, fracione a dosagem em duas ou mais cápsulas, de modo que possa adicionar quantidade suficiente do excipiente.

C) Deve-se utilizar nos excipientes substâncias absorventes e dessecantes, que possam reduzir a tendência à higroscopia dos pós (ex.Aerosil 200, talco farmacêutico, carbonato de magnésio leve, óxido de magnésio leve, talco, fosfato de cálcio dibásico, etc.). Lembrando-se que os mesmos influenciam negativamente na desintegração e dissolução das cápsulas e, portanto, devem ser utilizados em concentrações compatíveis.

Fonte: Ortofarma, por Anderson de Oliveira Ferreira, MSc.

Referência: Ferreira, A.O. et al. Guia Prático da Farmácia Magistral. 2a edição. Juiz de Fora: Pharmabook, 2001.

Formulações de Excipientes para Utilização em Matérias Primas Higroscópicas

Relacionamos abaixo algumas sugestões de fórmulas de excipientes para serem utilizados em matérias primas higroscópicas de acordo com o grau de higroscopicidade, utilize as que mais se adequarem às particularidades de sua farmácia de manipulação.

Matérias Primas de Alta Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 10%
Caolin – 90%

Fórmula 02
Carbonato de Magnésio – 90%
Aerosil 200® – 10%

Fórmula 03
Aerosil 200® – 10%
Óxido de Magnésio – 90%

Matérias Primas de Média Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 3%
Talco Farmacêutico – 97%

Fórmula 02
Aerosil 200® – 3%
Talco Farmacêutico – 48,5%
Celulose Micronizada – 48,5%

Fórmula 03
Aerosil 200® – 1%
Estearato de Magnésio – 0,5%
Fosfato de Cálcio Tribásico – 60%
Celulose Micronizada – 38,5%

Fórmula 04
Aerosil 200® – 3%
Manitol – 72,75%
Celulose Micronizada – 24,25%

Matérias Primas de Baixa Higroscopicidade
Fórmula 01

Aerosil 200® – 5%
Estearato de Magnésio – 1%
Fosfato de Cálcio Tribásico – 94%

Obs.: Aerosil 200® também possui alguns sinônimos comerciais como Dióxido de Silício Coloidal, Sílica Coloidal Anidra, Aerosil® ou Cab-O-Sil®

Obs. 2: Para medir a higroscopicidade de uma matéria prima faça um teste simples: Tare um papel-filtro (daqueles redondos utilizados em laboratórios de química analítica para filtragem simples) e pese 1g da matéria prima a ser analisada. Deixe por 10 minutos e retire, quanto mais ativo impregnar no papel filtro mais higroscópica é a matéria prima. Por exemplo se 0,7g continuar no papel a matéria prima é 70% higroscópica (alta higroscopicidade). Lembre-se que estes testes dependem das condições de temperatura e umidade do seu Laboratório de Controle de Qualidade.

Formulações Magistrais para Uso Pediátrico

27 de outubro de 2009

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USO EXTERNO

1 - Pasta d`água Simples:
Óxido de zinco 25g
Talco 25g
Glicerina 25g
Água de cal 25g

PREPARO: Em recipiente adequado, reduzir os componentes sólidos da formulação a pó fino. Verter a glicerina sobre o pulverizado e misturar. Adicionar água de cal e misturar até consistência de pasta homogênea.

ADVERTÊNCIAS: Agitar antes de usar. Manter fora do alcance de crianças.
Principais indicações terapêuticas: Antisséptico, secativo e cicatrizante.
Modo de usar: Uso externo. Aplicar nas áreas afetadas, duas a três vezes ao dia, exceto em zonas pilosas.

2 - Pasta d`água Mentolada:
Mentol 0,1 à 0,5%
Pasta d`água simples qsp. 100mL
Indicações: Brotoeja

3 - Pasta d`água com Enxofre:
Enxofre 20%
Pasta d`água simples qsp. 100mL
Indicações: Escabiose

4 - Solução Anti-séptica Nasal:
Cloreto de Sódio 0,9%
Cloreto de Benzalcônio 0,1%
Água Destilada qsp. 30 mL

5 - Loção para Miliária (Brotoeja):
Calamina 3 g
Oxido de Zinco 15 g
Talco Farmacêutico 15 g
Glicerina 15 g
Água de Cal 15 g
Indicações: Brotoeja

6 - Loção Repelente de Insetos:
Óleo de Citronela 1 à 8%
Óleo de Andiroba 1 à 8%
Indicações: Óleo de Andiroba possui ação cicatrizante.


7 - Creme contra Assaduras:
Vitamina A 5000 UI
Vitamina E 100 UI
Óleo de Amêndoas Doces 3%
Creme lanete base qsp. 100 g

8 - Loção para Limpeza:
Irgasan 0,5%
Loção lanete qsp. 100 g
Indicações: Limpeza de região da fralda.


USO INTERNO

9 - Xarope de Ácido Lático:
Ácido Lático 10%
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 100 mL
Indicações: Amigdalite

10 - Xarope de Cetotifeno:
Cetotifeno 1mg / 5mL
Xarope Simples qsp. 100 mL
Indicações: Alergias

11- Xarope de Hidroxizine:
Hidroxizine 0,2%
Xarope Simples qsp. 100 mL
Indicações: Alergias

12- Xarope de Amoxacilina:
Amoxacilina 250 mg / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 100 mL
Indicações: Infecções bacterianas

13- Xarope de Amoxicilina com Clavulanato de Potássio:
Amoxicilina 250 mg / 5mL
Clavulanato de potássio 125 ou 62,5 mg / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 100 mL
Indicações: Infecções bacterianas

14- Paracetamol em Gotas:
Paracetamol 200 mg / 1 mL
Solução de Sorbitol qsp. 30 mL
Indicações – Analgésico e Anti-térmico

15- Fluconazol:
Candidíase orofaringeal: 3 mg por kg de peso, uma vez ao dia por no mínimo 3 semanas ou 2 semanas após remissão dos sintomas.

Meningite criptocócica: 6 a 12 mg por kg de peso, uma vez ao dia, por no mínimo 10 a 12 semanas após cultura negativa do liquor.

16- Xarope Ortomolecular para estimular o crescimento e a apetite:
Arginina L 500 mg / 5mL
Carnitina L 100 mg / 5mL
Triptofano L 100 mg / 5mL
Lisina L 100 mg / 5mL
Vitamina A 100 ui / 5mL
Vitamina B12 50 mcg / 5mL
Vitamina C 200 mg / 5mL
Vitamina D3 400 ui / 5mL
Ácido Fólico 1 mg / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 150 mL

17- Xarope Ortomolecular para combate à anemia:
Ferro Quelato 30 mg / 5mL
Ácido Fólico 250 mcg / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 150 mL
Posologia : Tomar 1 colher de chá (5 mL) 1 vez ao dia antes de uma refeição.

18- Xarope Orexígeno:
Ciproheptadina 0,5 mg / 5mL
Arginina 50 mg / 5mL
Ácido Glutâmico 50 mg / 5mL
Lisina 125 mg / 5mL
Carnitina 125 mg / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 100 mL

19- Xarope fitoterápico natural:
Própolis 2%
Mel 5%
Extrato Fluido de Agrião 2%
Extrato Fluido de Guaco 1%
Extrato Fluido de Assa Peixe 2%
Extrato Fluido de Eucalipto 2%
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 150 mL

20- Combate à Bronquite Alérgica:
Magnésio Quelato 100 mg / 5mL
Zinco Quelato 15 mg / 5mL
Cobre Quelato 1 mg / 5mL
Manganês Quelato 5 mg / 5mL
Selênio Quelato 20 mcg / 5mL
Vitamina C 200 mg / 5mL
Vitamina E 100 UI / 5mL
Xarope Simples Sabor Framboesa qsp. 100 mL

Posologia: Tomar 5mL (colher de chá) 1 vez ao dia antes das refeições.
OBS: Dose para crianças acima de 2 anos de idade. Para crianças menores, dividir a dose por 2.

BIBLIOGRAFIA:
Harrison´s 14th Edition.
United States Pharmacopeia 1998.
Farmacopéia Brasileira. 4 edição.
Dicionário Terapêutico Guanabara 2002.
Formulário Médico Farmacêutico. 2 edição.

Manipulação de Pellets: aspectos críticos e controle de qualidade

26 de outubro de 2009

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Link para download do artigo completo - 155Kb


Dentre as diversas formas farmacêuticas sólidas, destinadas à administração oral, estão incluídos os pellets. As formas farmacêuticas peletizadas datam dos anos 50, quando o primeiro produto foi introduzido no mercado.

O interesse por fármacos veiculados na forma de pellets tem crescido devido às vantagens tecnológicas e terapêuticas proporcionadas por esta forma. Destacam-se a possibilidade de obtenção de sistemas de liberação imediata ou modificada (liberação entérica, liberação prolongada) através do revestimento por película na sua superfície ou a presença de sistemas matriciais em sua composição; ótimas propriedades de escoamento (fluxo livre) devido, principalmente, a seu formato esférico e estreita distribuição do tamanho das partículas.

Além disso, pellets de substâncias incompatíveis (formuladas em pellets separados) podem ser combinados em uma mesma unidade medicamentosa (ex. em uma mesma cápsula), bem como também podem ser combinados pellets de uma mesma substância com diferentes perfis de liberação. Os pellets são normalmente empregados no enchimento de cápsulas duras e podem também ser aplicados na fabricação de comprimidos.

Goma Comestível

14 de setembro de 2009

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Sugestão de Formulação

Passo 1 - Base para obtenção de goma comestível


Gelatina - 43,40g
Glicerina - 155,00mL
Água Purificada - 21,60mL

Passo 2 - Goma comestível

Base goma comestível (Passo 1) - 26,60g
Bentonite - 0,50g
Aspartame - 0,55g
Acácia - 0,50g
Ácido cítrico monohidratado - 0,70g
Flavorizante - 10 a 12 gotas
Fármaco - conforme prescrição

Fonte: FERREIRA, Anderson de Oliveira, Excipientes e Adjuvantes Farmacotécnicos, São Paulo, 2006, págs. 82 e 83.

Tutorial: WinRAR - Compactar/Descompactar Arquivos

10 de setembro de 2009

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Muitos perguntam como utilizar os arquivos que vem com a extensão RAR, esses são arquivos compactados pelo WinRar e é necessária a instalação do mesmo para a utilização dos arquivos que estão compactados neste formato. Após a rápida instalação, baste um clique com o botão direito do mouse sobre o arquivo que você baixou e escolher a opção "Extrair aqui..." para poder descompactar seus arquivos. Um programa essencial para todos os computadores.

Descrição
WinRAR é um compactador RAR para Windows, inclusive com suporte a outros formatos. Ele promete compactar de 8% a 15% a mais que o seu principal concorrente, o WinZIP. Portanto, se você não quer perder tempo para compactar e descompactar arquivos transmitidos pela Internet, faça um "test drive" deste programa, que tem como diferencial um menu sempre interativo e navegável.

WinRAR é um dos únicos softwares que trabalha com arquivos dos mais diferentes formatos de compressão, tais como: ACE, ARJ, BZ2, CAB, GZ, ISO, JAR, LZH, RAR, TAR, UUEncode, ZIP, 7Z e Z. Também suporta arquivos de até 8.589 bilhões de Gigabytes!

Apesar de ter licença para 40 dias de uso, o WinRAR não expira por completo, pois apenas desabilita algumas características, como os add-ons para criar extrações rápidas (self-extracting) e outras pequenas ferramentas, além de perguntar se o usuário deseja comprá-lo após cada inicialização do programa.

Isso implica em uma grande vantagem, pois, dessa forma, o usuário poderá continuar usando as funções básicas do WinRAR sem necessitar comprá-lo e, por conseguinte, o software também não deixará de funcionar após expirar. Se você optar por comprar a versão paga, terá direito ao uso das ferramentas que podem ser desabilitadas e também contará com atualizações automáticas.

Planilha da Hora Marcada - Modelo 2

2 de junho de 2009

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(Planilha e Procedimento gentilmente cedidos por Anivaldo via e-mail)


Como cada farmácia de manipulação tem as suas particularidades, estamos divulgando um segundo modelo de planilha para agendamento de fórmulas na área de vendas, esperamos que alguma delas seja útil para facilitar o agendamento dos prazos de entrega das receitas da sua farmácia.

Caso não tenha visto o primeiro modelo da Planilha Hora Marcada clique aqui!

Descrição:
- Os horarios de entrega estão divididos em 30 em 30 minutos.
- O horario de entregas pelo motoboy estão em vermelho na tabela, assim quando ocorrer o agendamento o atendente saberá se a entrega será feita de manhã ou a tarde, de acordo com o horario em que a formulação ficará pronta.
- O agendamento é realizado de acordo com o laboratório utilizado para manipulação da fórmula.A quantidade de quadrados são de acordo com a capacidade produtiva do laboratório, e representa uma fórmula a ser manipulada.
- Caso o cliente desejar dois frascos/potes do mesmo medicamento deve-se preencher apenas um quadrado.O tempo minimo de manipulação é de 90 minutos na tabela em questão.
- A mudança da capacidade produtiva depende do numero de manipuladores no horario.
- A capacidade produtiva muda principalmente devido o horario de almoço dos manipuladores.
- O agendamento começa as 08:30h devido o tempo gasto no inicio do expediente para limpeza dos laboratórios.


Exemplo de utilização da tabela de agendamento de fórmulas:
1) Cliente chega às 08:30h e encomenda um medicamento em forma de capsulas, segundo o tempo minimo de 90 minutos o agendamento é feito para 10:00h.
2) Mesmo exemplo anterior, mas o cliente faz o pedido as 13:45h. Nesse caso recomendo que arredonde o horario sempre para mais, então 14:00h + 90 minutos, agendamos para 15:30h.
3) Caso o cliente peça medicamentos que utilizem laboratorios diferentes, agenda-se os horarios de entrega de acordo com a disponibilidade dos laboratorios, e comunica para o cliente o horario da formula que ficará pronta por ultimo. Exemplo: Fez uma encomenda de capsula e creme. O creme fica pronto as 15:00h mas a capsula somente as 17:00h, então informo o cliente o horario de 17:00h para receber os dois medicamentos, mesmo que eu marque no agendamento horarios diferentes, informo ao cliente o horario que a ultima formula ficará pronta.
4) Se o cliente chega às 17:30h, agendamos para o dia seguinte às 09:0h. Lembre-se que a tabela de agendamento inicia às 08:30h.

Obs: Esta é apenas uma sugestão, o Blog Magistral e sua equipe se declaram isentos de quaisquer lucros ou prejuízos obtidos pelas empresas que utilizarem as informações aqui divulgadas.
 

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